Olivia Hussey, uma das figuras mais marcantes do cinema clássico, partiu aos 73 anos, deixando para trás um legado de interpretações incríveis e conquistas artísticas que marcaram gerações. Com uma trajetória que começou na infância, quando se mudou de Buenos Aires para Londres, Hussey transcendeu culturas com seu talento único, tornando-se um ícone através do papel de Julieta no filme dirigido por Franco Zeffirelli em 1968.
Nascida como Olivia Osuna em 17 de abril de 1951, na vibrante cidade de Buenos Aires, Argentina, sua jornada pelo mundo da arte começou desde cedo, filha de Andrés Osuna, um cantor de ópera argentino, e Joy Hussey, uma secretária legal inglesa. Com apenas sete anos, junto com sua mãe e irmão, Olivia se estabeleceu na metrópole artística de Londres, onde seu talento começou a ser cultivado através dos estudos na prestigiada Academia de Drama Italia Conti. Durante cinco anos, ela aprimorou suas habilidades, solidificando a base que a empurraria para o estrelato internacional.
Aos 13 anos, Olivia Hussey começou a trilhar seu caminho profissional no mundo da atuação. No entanto, foi aos 15 que ela vivenciou a consagração, personificando Julieta na célebre adaptação cinematográfica de 'Romeu e Julieta' por Franco Zeffirelli. Este papel não apenas entregou a ela uma performance memorável que o público ainda celebra, como também lhe rendeu um Globo de Ouro e um prêmio David di Donatello, dois dos mais prestigiados reconhecimentos da indústria do cinema.
Embora Disney de cinema tenha começado com um conto shakespeariano, sua carreira se desdobrou em uma variedade impressionante de papéis no cinema e na televisão. Olivia participou de produções notáveis como 'Morte no Nilo', 'Jesus de Nazaré', 'Psicose IV: O Começo' e a minissérie de terror adaptada de Stephen King, 'It'. Cada obra trouxe um novo desafio, que ela aceitou bravamente, enriquecendo o mundo do entretenimento com sua dedicação e versatilidade incomparáveis.
A vida pessoal de Olivia Hussey foi tocada por intensas experiências amorosas. Ela foi casada três vezes - primeiro com Dean Paul Martin entre 1971 e 1978, seguido por Akira Fuse de 1980 a 1989, e finalmente com David Glen Eisley, com quem compartilhou sua jornada de vida até o último dia. Deixou três filhos: Alexander Martin, Maximillian Fuse e India Eisley. Cada casamento refletia uma parte de sua evolução pessoal e artística, enquanto seus filhos se tornaram uma extensão do amor e da paixão que a definiram ao longo de suas décadas de vida.
Em 2022, Olivia Hussey fez manchetes ao lado de Leonard Whiting, co-estrela de Romeu, quando ambos processaram a Paramount Pictures. Alegaram que Zeffirelli havia filmado cenas de nudez sem seu consentimento durante as gravações em sua adolescência. Após um tumultuado processo legal, o caso foi arquivado em maio de 2023. Este incidente trouxe reflexões importantes sobre a ética nas produções cinematográficas, ressoando as discussões sobre consentimento e direitos dos atores.
A partida de Olivia Hussey foi imortalizada pelos traços de amor, arte e empatia. Seus familiares, amigos e fãs a recordam como uma pessoa extraordinária, cuja vida foi dedicada à busca da beleza e da verdade através da arte. Uma defensora apaixonada dos direitos dos animais, sua compaixão não tinha limites, e seu espírito amoroso permanece como uma inspiração duradoura. Sobrevivida por seu marido, filhos e seu neto Greyson, sua essência continua viva no coração daqueles que a amaram e admiraram.
O legado de Olivia Hussey transcende sua presença física, perdurando através das performances e histórias que deixou para trás. Ela nos lembra que, em meio às luzes e sombras do palco da vida, o amor e a arte são eternos. Enquanto celebramos sua vida, nos curvamos em gratidão pela graça e inspiração que gentilmente compartilhou com o mundo.
Yael Farber
dezembro 29, 2024 AT 23:58Olivia foi uma das poucas que conseguiu transformar Shakespeare em algo real, humano. Não era só beleza, era alma. Quando vi o filme pela primeira vez, chorei por dias. Ela fez Julieta parecer viva, não uma personagem. O cinema perdeu uma das suas vozes mais puras.
Descanse em paz, querida.
Wanessa Torres
dezembro 30, 2024 AT 13:39q pena q ela sofreu tanto... a industria é um lixo msm 😔💔
Peter Zech
dezembro 31, 2024 AT 07:33É fascinante como ela conseguiu manter a autenticidade mesmo nos papéis mais dramáticos. Muitos atores tentam, mas só poucos conseguem transmitir vulnerabilidade sem cair no melodrama. Ela tinha um dom raro: fazia o público esquecer que estava vendo um filme. A cena do túmulo, por exemplo... não era atuação, era entrega total.
Isso não se ensina. Nasce com a pessoa.
Milton Junior
janeiro 1, 2025 AT 20:48vc sabia q ela era prima do cara que fez o tema do filme do Batman de 89? hahaha brincadeira, mas sério, ela era incrível né?
Viviane Ferreira
janeiro 2, 2025 AT 23:50É curioso como a mídia romantiza figuras que, em realidade, foram exploradas sistematicamente pela indústria cinematográfica. A nudez não consensual em 1968? Isso não é tragédia artística - é crime. E ainda assim, ela foi transformada em um ícone de ‘beleza eterna’. O que isso diz sobre nós?
Juliana Rodrigues
janeiro 4, 2025 AT 14:00Exploited. Again. Always. The system wins. Always.
Leticia Balsini de Souza
janeiro 5, 2025 AT 18:49Uma inglesa que nasceu na Argentina e fez um filme inglês? Isso não é cultura brasileira, isso é colonização cultural. Nós temos nossas próprias atrizes, por que celebrar estrangeira?
João Pedro Néia Mello
janeiro 5, 2025 AT 19:10Olivia Hussey representa algo que o cinema moderno perdeu completamente: a coragem da vulnerabilidade. Hoje, atores se escondem atrás de CGI, de dublagens, de personagens que não exigem risco emocional. Ela, aos 15 anos, se expôs como ninguém - física, psicológica, espiritualmente. Não era só atuar, era sobreviver. E isso é raro. O cinema atual prefere a perfeição à verdade. Ela escolheu a verdade, mesmo que isso a destruísse. E foi exatamente por isso que ela permaneceu. Não porque era bonita, mas porque era corajosa. E a coragem, meu amigo, é a única coisa que a arte não pode fingir.
Quem se lembra de quem fez o papel da garota que morreu no filme do Titanic? Ninguém. Mas quem esquece Julieta? Porque ela não fingiu. Ela viveu.
Simone Sousa
janeiro 5, 2025 AT 19:14Seu comentário sobre a exploração infantil é válido, mas não use isso para desmerecer o legado dela. Ela não é um símbolo de abuso - é um símbolo de superação. E isso importa mais.
Valquíria Moraes
janeiro 6, 2025 AT 16:27QUE MULHER INCRÍVEL!!! 🌹✨ Meu coração tá no peito, sério. Ela era a definição de graça, elegância e força. E ainda lutou pelo direito das crianças na indústria? Meu Deus, essa mulher era um anjo disfarçado de atriz. 🙏💖
Francielle Domingos
janeiro 8, 2025 AT 00:48É importante ressaltar que Olivia Hussey foi uma das primeiras atrizes adolescentes a exigir cláusulas de proteção em contratos de filmagem, mesmo que não tenha sido formalmente reconhecida na época. Sua ação legal em 2022 não foi apenas uma reivindicação pessoal - foi um marco histórico para a proteção de menores em produções cinematográficas internacionais. A indústria ainda tem muito a aprender, mas ela abriu caminho. Seu legado vai além da tela: é ético, jurídico e humanitário.
Paulo Roberto Fernandes
janeiro 8, 2025 AT 20:44Sim, ela era única. E sim, eu chorei no cinema quando vi Romeu e Julieta pela primeira vez. Nada desde então chegou perto.
Lucas Leal
janeiro 9, 2025 AT 13:23Seu papel em 'It' foi subestimado. A cena em que ela vê o palhaço pela primeira vez... não foi atuação, foi trauma real capturado em filme. Ela não precisava de efeitos. Só de olhar.
Luciano Silva
janeiro 10, 2025 AT 01:01Olivia foi a melhor Julieta e eu to aqui pra dizer que ela era a melhor mesmo e ponto final
Luiz Soldati
janeiro 11, 2025 AT 11:49Todo mundo fala dela como se fosse uma santa. Mas e se ela tivesse se aproveitado da situação? E se tivesse sido complice? A história sempre escolhe quem glorificar. Quem sabe ela não foi parte do jogo?
Marco Antonio Pires Coelho
janeiro 11, 2025 AT 14:33Quando pensei em escrever algo sobre Olivia, fiquei em silêncio por dias. Não porque não tinha nada a dizer, mas porque tudo que eu sentia era tão grande que palavras pareciam insignificantes. Ela não era apenas uma atriz. Ela era uma ponte entre o mundo antigo e o moderno, entre a dor e a beleza, entre o silêncio e o grito. Ela fez o que poucos conseguem: transformou o sofrimento em arte, e a arte em esperança.
Meu avô me contou que viu Romeu e Julieta no cinema em 1968, e disse que nunca mais viu alguém olhar para alguém daquele jeito. Ele morreu em 2010, mas ainda fala dela como se ela estivesse viva. E talvez esteja. Porque quando a arte toca o coração, ela nunca vai embora.
Gratidão, Olivia. O mundo é mais bonito porque você existiu.